Intervenção federal no Rio ‘cumpriu a missão’, diz general responsável

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Na cerimônia que marcou oficialmente o encerramento da intervenção federal no Rio de Janeiro, após 10 meses, o general Walter Braga Netto, à frente da operação, disse nesta quinta-feira (27) que o grupo cumpriu a missão.

“Temos a convicção de que trilhamos um caminho difícil e incerto, mas cumprimos a missão”, afirmou o interventor federal durante o evento no Comando Militar do Leste, no centro do Rio.

Segundo Braga Netto, a operação cumpriu os objetivos de redução dos índices de criminalidade e recuperação dos órgãos de segurança pública.

Dados monitorados pelo Instituto de Segurança Pública fluminense e obtidos pelo jornal O Globo mostraram que a operação ajudou a reduzir 8 dos 12 tipos de roubos analisados – o principal deles, o roubo de cargas, teve uma queda de 19,58%.

Outro índice analisado entre março e novembro foi o de mortes violentas, que diminuiu 13,6% quando comparado ao mesmo período no ano passado. Os crimes de latrocínio tiveram diminuição mais significativa: caíram 33,72%.

O roubo de veículos caiu cerca de 7,7%, e passou de 41.383 para 38.308 mil ocorrências. Já os furtos de celulares diminuíram 2,47%.

Em entrevista ao Globo, o secretário de Segurança, general Richard Nunes, afirmou que o combate aos roubos influenciou também na diminuição dos casos de homicídios.

“Contribuímos para que houvesse uma menor possibilidade de ocorrências. Os números estão aí para mostrar isso, com vários meses consecutivos de redução dos homicídios dolosos.”

Para Braga Netto, a participação da sociedade carioca, de instituições públicas e privadas, e de órgãos de segurança pública que trabalharam de forma integrada às Forças Armadas, significou um marco histórico.

O general defende a continuidade da integração das forças. “Os desafios da segurança pública só serão vencidos se enfrentados de forma integrada, onde cada organização oferece as suas melhores capacidades para atingirmos o bem comum.”

Decretado em 16 de fevereiro pelo presidente Michel Temer, o processo da intervenção federal precisou lidar com a crise no orçamento do estado carioca. Segundo o interventor, a operação não tinha um “plano pronto” no início.

“A surpresa foi nossa companheira e sabíamos que a demanda requerida era urgente. Sentimos orgulho quando literalmente percebemos que os homens e mulheres que se somavam à equipe inicial, não apenas aprendiam a pilotar esse ‘avião’, mas estavam construindo-o em pleno voo”, disse, na cerimônia.

Mortes causadas pela polícia

Se, por um lado, a intervenção diminuiu índices de criminalidade, por outro, o período ficará marcado como o de maior número de mortes causadas pela polícia no Rio de Janeiro.

Segundo o Instituto de Segurança Pública, de janeiro até novembro, foram registradas 1.444 mortes durante os confrontos com forças do estado, um aumento de 38,6% quando comparado ao mesmo período no ano passado.

* Com informações da Agência Brasil

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