Em visita à Israel, Bolsonaro promete fortalecer relação bilateral

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Getty EditorialJair Bolsonaro e Binyamin Netanyahu discursaram em breve cerimônia no Aeroporto Internacional de Tel Avi na manhã deste domingo (31). 

O presidente Jair Bolsonaro desembarcou neste domingo (31) no aeroporto Internacional de Tel Aviv para uma visita de quatro dias a Israel. Ele foi recebido pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, e participou de uma breve cerimônia, na qual exaltou Israel em discurso. 

“Prezado irmão Netanyahu, é uma honra voltar a Israel. Realizo esta visita antes mesmo de completar cem dias de mandato. Meu governo está firmemente decidido a fortalecer a parceria entre o Brasil e Israel”, disse Bolsonaro, de acordo com o jornal O Globo.

“A amizade entre nossos povos é histórica. Tivemos um pequeno momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz”, declarou o presidente, referindo-se aos anos do PT na Presidência, período em que houve afastamento diplomático.

O presidente afirmou que sempre admirou o povo de Israel. “Brasileiros e israelenses compartilham valores, tradições culturais e o apreço à liberdade e à democracia. Juntos nossas nações podem alcançar grandes feitos, temos que aproveitar esse potencial. É isso que pretendemos fazer nesta visita”, disse.

De acordo com a Folha de S. Paulo, em sua fala Bolsonaro também relembrou uma visita anterior à região. “Há dois anos estive em Israel e visitei o Rio Jordão. Por coincidência, meu nome é Messias. Me senti emocionado naquele momento. Uma emoção, um compromisso, uma fé verdadeira que me acompanhará o resto da minha vida”, declarou ao lado de Netanyahu.

“Sabemos que Israel não é tão rico como o Brasil em recursos naturais e outras coisas. Mas eu dizia: olha o que eles não têm e veja o que eles são. E falava: olha o que nós temos e veja o que não temos. Como poderemos ser iguais a eles? Ter a mesma fé que eles têm”, disse Bolsonaro.

A cerimônia ocorreu sob forte chuva e contou também a execução do hino nacional do Brasil pela banda oficial do aeroporto, e do Hatikva, o hino de Israel.

“Meu amigo, estamos fazendo história. Quando você assumiu a Presidência, em janeiro, abrimos uma nova era nas relações entre Brasil e Israel. Você chega a Israel para levar as nossas relações a um novo ápice”, declarou Netanyahu .

E prosseguiu: “Fico feliz que apenas três meses depois de sua posse, em sua primeira viagem fora do continente americano, você vem a Israel para levar nosso relacionamento a um novo auge. É a maior delegação brasileira que já veio a Israel. Vamos assinar contratos em nossa cidade eterna, Jerusalém”.

No Twitter, o primeiro-ministro israelense publicou duas fotos da cerimônia de 15 minutos e na legenda chamou Bolsonaro de “meu bom amigo”. 

Transferência da embaixada

Nesse primeiro encontro entre os líderes em Israel, assuntos polêmicos, como a transferência da embaixada do Brasil para Jerusalém, não foram abordados.

“Quem define as questões de Estado é o Estado de Israel e ponto final. [O presidente americano Donald] Trump levou nove meses para decidir, dar a palavra final para que a embaixada fosse [transferida]. Nós talvez abramos agora um escritório de negócios em Jerusalém”, afirmou Bolsonaro na última quinta-feira (28).

A decisão seria um meio-termo um pouco mais confortável para o corpo diplomático brasileiro – que, em grande parte, não concorda com a transferência da embaixada, apesar do apoio do chanceler Ernesto Araújo à ideia de Bolsonaro.

Possivelmente esse recuo não agradará Netanyahu, que veio até o Brasil para a posse e conta com essa visita de Bolsonaro para melhorar seu passe para as eleições parlamentares que ocorrerão em Israel no próximo dia 9. 

Mudar a embaixada de local significa reconhecer Jerusalém como capital de Israel, o que a ONU não só não faz como já pediu aos países que não sediem missões diplomáticas na cidade.

Para os palestinos, Jerusalém deveria ser a capital do seu Estado independente. O Brasil reconheceu o Estado palestino em 2010 e sempre teve boas relações com os países árabes. 

Agenda em Israel

Jair Bolsonaro ficará hospedado nos próximos dias no King David, hotel mais tradicional e luxuoso de Jerusalém, informa a Folha.

Também neste domingo, o presidente deve assinar acordos de cooperação com Israel e participar de um encontro privado com Netanyahu. Os líderes também farão uma declaração conjunta à noite.

Nesta segunda (1º), ele visitará a Brigada de Resgate e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel e, em seguida, seguirá para a Unidade de contra-terrorismo da Polícia Israelense. Lá, o presidente vai condecorar a Brigada de Busca e Salvamento que prestou ajuda no resgate em Brumadinho.

Durante à tarde, Bolsonaro se deslocará para a Cidade Velha de Jerusalém, onde visitará a Igreja do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações – esta segunda é a área exigida pelos palestinos como sua capital.

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