Produtividade brasileira está cada vez pior, afirma Scheinkman

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“Utilizamos cada vez menos de forma eficiente o capital e o trabalho. Parece que estamos esquecendo como produzimos”, critica o economista José Alexandre Scheinkman, em entrevista ao UM BRASIL.

Ele destaca que esse cenário é resultado da falta de pesquisa e inovação, e isso prejudica principalmente a indústria e o setor de serviços nacional. O setor agrícola é um dos poucos da economia brasileira que ganhou eficiência ao incorporar esses fatores em seus processos.

“A agricultura tem uma taxa de crescimento anual alta porque se beneficia dos processos de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Temos um grande número de pesquisadores, mas, de alguma maneira, isso não se transforma em produto”, afirma o professor das universidades Columbia e de Princeton, nos Estados Unidos.

Scheinkman aponta que o modelo aplicado à agricultura pode ser replicado. Além da promoção de pesquisas, ele cita a abertura de mercados por meio da exportação e a desregulamentação como formas de acelerar a produtividade das empresas.

Para Scheinkman, as alterações no sistema regulatório abrem a oportunidade para o ingresso de novos atores no mercado. “O crescimento da produtividade, muitas vezes, não se dá por formas existentes há muito tempo. Em geral, é um novo entrante que, com ideias novas, se torna mais competitivo do que a concorrência”, explica.

A entrevista é resultado do evento “III Fórum: A Mudança do Papel do Estado”, uma realização UM BRASIL; Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP); Columbia Global Centers | Rio de Janeiro, braço da Universidade Columbia; Fundação Lemann; revista VOTO; e Instituto de Estudos de Política Econômica – Casa das Garças.

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.

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