À Folha, deputada diz ter sido ameaçada de morte por ministro envolvido em suspeita de candidaturas laranjas

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Najara Araujo/Câmara dos DeputadosEm entrevista à Folha de S.Paulo, a deputada Alê Silva (PSL-MG) contou que a ameaça teria ocorrido no fim de março em Belo Horizonte.

A deputada Alê Silva (PSL-MG) afirmou que soube que o correligionário Marcelo Álvaro Antônio, ministro da Turismo e presidente do partido em Minas Gerais, a ameaçou de morte em reunião com integrantes da legenda. Em entrevista à Folha de S.Paulo, ela contou que a ameaça teria ocorrido no fim de março em Belo Horizonte.

Na última quarta (10), a deputada prestou depoimento voluntário à Polícia Federal e solicitou proteção policial. Às autoridades, Alê Silva confirmou esquema de candidaturas laranjas no PSL de Minas. Ainda segundo a Folha, o ministro negou as ameaças e disse que a correligionária faz campanha contra ele para conquistar espaço no partido.

No início de fevereiro, a Folha noticiou que o ministro orquestrou um esquema para para preencher a cota de candidaturas femininas e fez com que as envolvidas repassassem a empresas ligadas a assessores dele o dinheiro recebido para a campanha pelo Fundo Partidário.

A deputada, entretanto, nega acreditar na participação de Bolsonaro no esquema. “Acredito que ele foi tão vítima como eu. Foi e está sendo tão vítima como eu por ter acreditado na pessoa errada”, disse.

Ainda em fevereiro, Gustavo Bebianno foi demitido da Secretaria-Geral da Presidência em meio a uma confusão com o filho do presidente Carlos Bolsonaro, que envolvia candidaturas de laranjas em Pernambuco.

No Twitter, a deputada estadual Janaina Paschoal exigiu a demissão do ministro do governo. Ela contou que ligou para a colega de partido e que ela está abalada. “E agora, presidente? O ministro do Turismo fica? A deputada federal eleita também estaria mentindo? Exijo a demissão do ministro!” 

No último dia 5, antes das revelações de Alê Silva, Bolsonaro afirmou que só com acusação não valia demitir o ministro. “Uma vez que tiver o relatório final da PF, vamos analisar “, disse à época. Para Janaina, não é preciso esperar a conclusão do inquérito.

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