O desabafo de Whindersson Nunes é um alerta sobre a importância da saúde mental

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Quem vê o youtuber Whindersson Nunes sempre assim, com sorrisão e fazendo palhaçada, nem imagina que há momentos de tristeza na vida dele. Ou melhor, nem imaginava, pois ele mostrou aos seus fãs que não é nada fácil ser o Whindersson Nunes.

Em 16 tuítes, o youtuber relata que sente uma angústia todos os dias. “Algumas risadas, algumas brincadeiras e depois lá estou eu de novo com esse sentimento ruim. (…) E eu fico com tanto medo tanto medo de decepcionar que fico preso em mim mesmo.”

Me sinto mal por não poder me ajudar, mesmo eu às vezes ajudando alguém, procuro ajuda nos amigos, na família, mas eu me sinto tão triste, tão tristeWhindersson Nunes, youtuber

A importância do apoio 

Imediatamente, o youtuber recebeu uma chuva de tuítes em apoio. A cantora Luísa Sonza, esposa de Whindersson, foi uma das primeiras a se manifestar.

Colegas, amigos e fãs seguiram os passos de Luísa. 

Compartilhar alivia a dor

O desabafo de Whindersson Nunes pode ser encarado como algo positivo. Na avaliação do professor de Psicologia da Universidade Columbia e autor do premiado ‘O Demônio do Meio-Dia’, Andrew Solomon, falar é um passo para amenizar a depressão.

“Compartilhar seu sofrimento geralmente alivia. Quando você fala sobre o que incomoda, o fardo se acalma, ainda que pouco e temporariamente. Falar sobre o que está machucando você com alguém que tem empatia pode ser a defesa mais importante contra a depressão profunda e o suicídio”, disse em dezembro do ano passado ao HuffPost Brasil.

Quando você fala sobre o que incomoda, o fardo se acalma, ainda que pouco e temporariamenteAndrew Solomon, professor de Psicologia da Universidade Columbia

Ele fez um alerta sobre a depressão de famosos. “O culto da celebridade que vivemos hoje nos faz pensar que pessoas muito famosas têm tudo na vida e oferece a falsa promessa de que se pudéssemos ter tudo isso sozinhos, estaríamos livres de sentimentos negativos e desfrutaríamos de nossas realizações. Claramente não é o caso”, ressalta.

E continua: “Temos que encarar a ideia de que, mesmo se nos casássemos com uma estrela, ganhássemos uma enorme quantidade de dinheiro e tivéssemos toda a bajulação do mundo, ainda poderíamos achar a vida intolerável”

Ainda de acordo com ele, “você pode aprender muito com a depressão se ela não matar você, mas o que você aprende não é sobre tristeza; é sobre o instinto de sobrevivência, sobre como as pessoas continuam indo em frente diante do que parece ser um nível insondável de desespero”.

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