Dieta nórdica: Por que OMS recomenda alimentação inspirada nos países nórdicos

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Na busca por longevidade e mais saúde, cada vez mais pessoas seguem dietas como a mediterrânea, que foi reconhecida como uma das melhores do mundo e responsável por melhorar a saúde da população espanhola e italiana, umas das mais longevas do planeta.

Na esteira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou que europeus seguissem também um outro plano alimentar inspirado nos países nórdicos. A dieta nórdica, segundo a organização, traz benefícios à saúde e é “amigável” ao meio ambiente, uma vez que é baseada em plantas e em recursos locais. 

Mas o que é dieta nórdica? 

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Assim como a dieta mediterrânea consiste em alimentos locais, a nórdica valoriza aqueles tradicionalmente vindos da Dinamarca Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia.

A dieta inclui alimentos naturais encontrados na região, como peixes gordos (salmão, por exemplo), ricos em gorduras “boas” e ômega-3; frutas vermelhas, as chamadas “berries”, que são nutritivas e ricas em antioxidantes, além de legumes e vegetais, como repolho e raízes. Cereais integrais, como aveia, cevada e centeio, também fazem parte dessa lista.

Em vez do azeite de oliva, muito utilizado no Mediterrâneo, a dieta nórdica valoriza o óleo de canola, que tem ômega-3 e ácidos graxos monoinsaturados, substâncias benéficas para o coração.

Os “mandamentos” da dieta nórdica são, em resumo: 

  • Comer frutas e vegetais todos os dias
  • Consumir alimentos do mar e lagos ao menos três vezes por semana
  • Comer carne de melhor qualidade, em menor quantidade
  • Comer alimentos naturais e orgânicos sempre que possível
  • Evitar alimentos industrializados
  • Comer comidas caseiras
  • Preferir alimento sazonal que tende a ser mais natural
  • Coma sementes e castanhas
  • Evitar desperdícios

“A dieta nórdica é predominantemente baseada em plantas e recursos naturais, por isso, ela tem menor impacto no meio ambiente e reduz o desperdício quando consumida na região nórdica”, informou a OMS em nota publicada no ano passado

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Dieta nórdica X dieta brasileira

Apesar de ser reconhecida pela OMS, o nutricionista e conselheiro do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região, Cesar Henrique Azevedo, avalia que não é preciso “importar” alimentos da Europa para ter uma alimentação saudável e afirma que a dieta nórdica não é a mais indicada para nós, brasileiros. 

“A OMS recomenda fazer uma mescla entre a [dieta] mediterrânea e nórdica. Faz sentido para países frios, mas não para nós, que temos uma enorme variedade de frutas, legumes e carnes”, disse ao HuffPost. 

Por exemplo, o brasileiro não precisa comer frutas cultivadas na Europa para suprir vitaminas e minerais ― basta priorizar frutas, legumes e vegetais regionais.

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“Temos uma diversidades de frutas, de Norte a Sul do Brasil. Não precisa comer framboesa, que é cara e não é cultivada por aqui. Você pode comer uva, que tem diversos antioxidantes, cacau, café ou manga, que dá o ano inteiro”, diz. “A laranja daqui, por exemplo, tem muito mais antioxidante do que as berries.”

Assim como a dieta nórdica é baseada nos hábitos alimentares dos povos de lá, o nutricionista aconselha ao brasileiro também valorizar as comidas regionais e diminuir o consumo de alimentos processados, como hambúrgueres, refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, entre outros ricos em açúcar, sal e gordura trans.

O Guia Alimentar da População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde, recomenda priorizar alimentos naturais, valorizar produtos orgânicos e regionais e diminuir ou evitar ao máximo o consumo de alimentos industrializados. 

“Se o brasileiro seguir uma alimentação mais natural e doméstica, ele vai perder peso e ganhar mais saúde. Por que não voltar ao velho hábito de consumir laranja, em vez de um doce, depois do almoço, como os nossos avós faziam?”, questiona. “Se focássemos nisso, não teríamos problemas causados pela má alimentação.”

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